sexta-feira, 16 de julho de 2010

Depois De Tu Partires



O que é que nos resta quando, depois de perdermos aquilo que nos mantém vivos, descobrimos que nunca o nosso corpo deveria ter respirado?

Como podemos coordenar os passos pela estrada se esquecemos como se caminha ou desconhecemos quem nos ensinou?

Alice é uma jovem escocesa que se mudou para Londres assim que a idade o permitiu. Uma infância rebelde e uma família que raramente se esforçou por dizer a verdade fizeram dela uma pessoa independente e racional de mais para depender de algúem. Até que John, um jovem jornalista, surge na sua vida e a torna, por fim, completa. Envolvem-se numa relação estranha mas profundamente apaixonada. Em pouco tempo tudo nas suas vidas se interliga de uma forma intensa e irremediavelmente inesquecivel e insubstituivel.

Depois de tu partires é uma história sobre laços: aqueles que se perdem e os que se criam tarde de mais. Contada pela voz do subconsciente de Alice, que paira entre a vida e a morte, revela-nos flashs da sua infância, momentos que nos ajudam a compreender a desistência - ou não - de Alice pela vida.

Este é um livro que nos emerge na vida da personagem, remetendo-nos para as suas dúvidas e medos, num discurso profundamente tocante sobre a dor da perda, o vazio e a forma como os erros do passado podem intrometer-se no presente, mudando bruscamente o destino dos acontecimentos.

Uma viagem perturbadora pelo estado de coma de Alice e sua busca por abrir os olhos.

"Ainda não consigo acreditar que partiste. Antes de isto acontecer, costumava acordar e interrogar-me durante uma fracção de segundo por que motivo tinha este peso, este desgosto a comprimir-me o peito e por que motivo a minha almofada estava molhada. Costumava esquecer-me disso, porque achava que seria simplesmente absurdo estar sem ti. Aburdo."

sexta-feira, 9 de julho de 2010

...

[Traz sempre contigo um abraço. Nunca se sabe quando vais precisar dele.]

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Horizonte


O que é que vês quando olhas o horizonte?
Quando pousas o olhar sobre a linha que separa o céu da terra, o que é que sentes?
Deixa-me falar-te daquilo que os meus olhos reflectem. Quando olho o horizonte penso no futuro. Imagino os anos que se escondem nas manhãs que estão por acordar. Imagino sorrisos e sonhos que esvoaçam aprisionados em bolas de sabão transparentes.
E tu?
De cada vez que me sento na praia a olhar o horizonte tenho a estranha sensação de que, um dia, estarei lá, do outro lado. Sim, é isso mesmo. Imagino que, no futuro, terei caminhado até à linha inatingível do horizonte e estarei, tal como agora, a observar o lado de cá e os tantos que constroem o futuro.
Vá, conta-me o que vês…
Talvez um dia, quem sabe, possamos tocar juntos o horizonte que hoje olhamos separados. Eu não sei o futuro, deixa que o idealize, que brinque com ele.
No fundo, acho que é isso que vejo quando observo a ponta que me separa do infinito. Consigo ver aquilo que unicamente ganha vida nos meus sonhos. Acho que é por isso que todos se fixam nesse ponto. Lá tudo é possível.
Não achas?