quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quebra de inspiração

Hoje, quando peguei na caneta, não soube escrever. Senti que as palavras se tinham esgotado, ou, talvez, fosse somente o meu pulso que não tinha força para segurar com firmeza aquele objecto que sempre transformara os meus pensamentos em palavras.
Hoje, depois de longos minutos a olhar para o papel, não se desenharam letras pelo branco da folha, nem nenhuma história abalou o silêncio das linhas vazias.
Lá fora chovia. Dissipava-se uma leve cortina de água pelo ar e um cheiro a terra molhada que, em tantos passados dias, me inspirara.
Mas não hoje. Esta manhã, quando abri este pequeno caderno, o nevoeiro que se espalhava lá fora não me refrescou as ideias. Talvez mais logo, os meus pensamentos se encontrem com a caneta deixada sobre a mesa, e deixe que as palavras respirem, ao correrem por uma qualquer folha de papel.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aquele lugar


Eu tenho um sonho. Sei que não o podes ver. Não sou capaz de to contar, desculpa. Há segredos que são demasiado secretos para serem delineados em palavras que mais não fazem do que feri-los com o peso da realidade.
É por isso que, nas tardes frias em que se vêem rasgos de azul do céu de Inverno, vou até àquele lugar à beira-mar. Ali sinto verdadeiramente que vale a pena. Sinto que o outro lado do oceano não é tão inalcançável como parecia, nem o medo tão poderoso.
Há alturas em que aquele lugar é o melhor companheiro: para me encontrar comigo mesma e assim te poder encontrar a ti. Naquele lugar, que mais ninguém conhece, sou forte, porque o meu sonho parece possível…