quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quebra de inspiração

Hoje, quando peguei na caneta, não soube escrever. Senti que as palavras se tinham esgotado, ou, talvez, fosse somente o meu pulso que não tinha força para segurar com firmeza aquele objecto que sempre transformara os meus pensamentos em palavras.
Hoje, depois de longos minutos a olhar para o papel, não se desenharam letras pelo branco da folha, nem nenhuma história abalou o silêncio das linhas vazias.
Lá fora chovia. Dissipava-se uma leve cortina de água pelo ar e um cheiro a terra molhada que, em tantos passados dias, me inspirara.
Mas não hoje. Esta manhã, quando abri este pequeno caderno, o nevoeiro que se espalhava lá fora não me refrescou as ideias. Talvez mais logo, os meus pensamentos se encontrem com a caneta deixada sobre a mesa, e deixe que as palavras respirem, ao correrem por uma qualquer folha de papel.

4 comentários:

Mário disse...

uma coisa que me fascina aqui, é sempre a boa música!

Samuel Pimenta disse...

É sempre bom rever-me no que escreves, Ana. E quando as palavras se calam, deixemos que o silêncio fale por elas; a sua mudez, que tantas vezes é cacofónica, chega a ser, também, grandiosamente sabedora!

Tudo de bom!

Ricardo disse...

É bom ler-te :).

Ana Rita disse...

Tu escreves duma maneira...
És a minha Rita!!!